sábado, 17 de dezembro de 2011

Encontros do estágio!!!Planejamento Participativo!!!

MARCIANE OLIVEIRA CORREIA


PRIMEIRO ENCONTRO DIA 10/10/2011





         Nesse dia precisávamos conhecer as professoras e como elas planejavam suas aulas. Segundo Gandin o planejamento participativo desenvolveu conceitos, modelos, técnicas e instrumentos para que as idéias construídas se convertessem em realidade.

De inicio a professora de estágio nos orientou a pegar temas como: saúde, qualidade de vida, bem estar... E selecionar para a semana toda, nós estagiários teríamos que dar as dicas de como as docentes deveriam planejar suas aulas, sabíamos que a clientela da noite é mais adulta e que trabalharíamos com a EJA. Mas de imediato percebemos que não daríamos conta de intervir em todas as disciplinas, pois o planejamento participativo era algo novo, tanto para os docentes, quanto para nós estagiários. Então a nossa professora de estágio nos deixou a vontade para a escolha de apenas uma disciplina.
O planejamento, como tarefa natural ao ser humano, é o processo de divisar o futuro e agir no presente para construí-lo. Assim, planejar é organizar um conjunto de idéias que representem esse futuro desejado e transformar a realidade para que esse conjunto nela se realize no todo ou em parte. (GANDIN; GANDIN, 1999, p. 37).

Neste dia pudemos conhecer a coordenadora que nos recepcionou muito bem, e a professora que seria nossa anfitriã pelo decorrer do estágio.
SEGUNDO ENCONTRO DIA 17/ 10/ 2011

Aqui já estava decidida a nossa professora que darei o pseudônimo de Luiza, por uma questão de preservar a imagem da mesma. Bem de inicio percebemos o amor que esta docente tem por sua turma, pois defende a EJA com unhas e dentes, e descobrimos o motivo, pois a mesma veio de uma turma da EJA e conseguiu se formar pedagoga pela nossa Universidade a UFAL, ela se sente uma professora realizada, pois foi com esta profissão que a mesma criou seus filhos e que possui sua casa, seu carro, etc.

Neste dia conversamos muito e pegamos o horário das suas disciplinas, além de definirmos a disciplina que seria escolhida para a realização do planejamento participativo, que deixamos que ela escolhesse a disciplina que mais se identifica, e Luiza escolheu história por ser a matéria que mais gosta de dar a seus alunos.

Nesse encontro Luiza falou que seus alunos são muito tímidos e que ela estava realizando um trabalho de literatura de cordel com eles, mas que apenas uma aluna tinha realizado o trabalho e mesmo assim, ela percebeu que a aluna não tinha produzido o texto, pois até a letra estava diferente, mas Luiza viu seu esforço, pois a aluna deu dicas de colocar o nome dela na literatura e quando Luiza leu pra gente percebemos que quem fez tem muita criatividade e rimas muito bonitas.


TERCEIRO ENCONTRO DIA: 24/ 10/ 2011

            Saímos no encontro anterior pensando em algumas propostas para tentarmos moldar a timidez dos alunos, de início levei uma dinâmica que realizei com a professora para que ela fizesse em sala com os alunos, foi a dinâmica do desafio que você encontrará na parte das dinâmicas do nosso blog.

            E outra sugestão que demos foi a realização do teatro do oprimido que conhecemos um pouco desse método na disciplina de corporeidade e movimento, fizemos um teatro fórum, o qual gostamos muito, pois trabalhamos com a realidade vivida por um de nossos participantes. Explicamos para a professora como realizamos e pedimos que a mesma fizesse essa tentativa com seus alunos.

            A realização do teatro fórum busca de início escolher uma história que tenha sido vivenciada por algum participante e que o mesmo tenha se sentido constrangido com a situação, tenha se sentido oprimido. Primeiro pedimos para que Luiza dividisse a turma por duplas e cada um dos pares iria contar a sua história de oprimido um para o outro e escolher uma história.

            Depois juntaríamos duas duplas formando grupos de quatro, dali deveriam escolher a história que mais comovesse o quarteto e assim por diante até do grupo, ficar apenas uma história que todos tenham visto ser a melhor para ser encenada.

            Este projeto deu certo por vários lugares pobres do Rio de Janeiro e o criador Augusto Boal quis levá-lo para vários outros lugares, pois tudo deve ser inventado, usado a imaginação sem custos para quem participa, porque tudo que faz parte não pode ser o material verdadeiro, por exemplo: um caderno, pode ser um computador, um apagador pode ser um telefone, uma pessoa pode ser uma porta e assim por diante, a imaginação deve ser usada, além de toda apresentação ser encerrada por uma música que deve ser criada pelos atores e ser original, não uma paródia.

             O interessante nesta metodologia é que os espectadores saem do seu lugar para opinar ocupando o lugar da pessoa que está sendo oprimida e tentam dar outras possíveis soluções de como se sair daquela situação, assim surgem diferentes respostas e pensamentos diferenciados, pois são situações que muitas vezes achamos não ter mais solução.

            Luiza copiou em se caderno nossas dicas e gostou da proposta, disse que iria tentar realizá-la junto aos alunos.

QUARTO ENCONTRO DIA: 31/ 10/ 2011

Levamos um filme que trata do teatro do oprimido, mostrando como deve ser trabalhada essa metodologia, apresentando o criador Augusto Boal que fala da sua criação e da relação e importância que esse teatro tem dentro da educação.

Estávamos curiosas para saber como tinha sido a aceitação dos alunos, Luiza nos relatou que eles participaram do inicio do trabalho: formaram duplas, quarteto, até que por fim escolheram uma história. A professora Luiza constatou que seus alunos só retrataram violência, pois é algo corriqueiro pelas redondezas que moram.

Ela falou que todos se interessaram pelo tema da violência e a história escolhida foi de uma aluna que desistiu de estudar porque mataram o primo dela a pedrada. Muitos contaram que já viram pessoas morrendo em sua frente, etc.

Possíveis soluções que os alunos suscitaram foram: policiamento, acabar com o uso das armas, fazer mais concursos para a polícia, não vender armas, ter leis mais rigorosas. Diante dessas soluções percebem que nenhum aluno falou que a educação seria também uma solução para a violência.

Algo que deixou Luiza interessada foi saber deles o que era uma “cocó”, pois ela nunca tinha ouvido esta expressão antes, e os alunos explicaram que cocó é uma armação, pois disseram que o que fizeram com o primo desta aluna foi uma cocó, uma armação para matar ele, pois se fizeram de amigos dele e o levaram para um canto e o mataram.

Agora a professora ficou incumbida de tentar fazer com que os alunos encenassem a cena da história que foi escolhida.

QUINTO ENCONTRO DIA 07/ 11/ 2011

A professora nos relatou que seus alunos não quiseram apresentar, pois se for para eles falarem sentados, eles ainda participam, mas se for para fazer algum tipo de apresentação eles não gostam.

Nesse dia levamos a apresentação da história: Metade de uma rosa. Primeiramente mostramos as imagens e perguntamos quais sentimentos despertavam essas imagens nelas? O que seria que estava acontecendo nessas imagens? etc.
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Agora mostramos a história real.

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Nesse dia debatemos sobre violência para que as professoras suscitassem a vontade de ter mais assuntos para abordarem com seus alunos. E solicitamos que Luiza insistisse um pouco na realização do teatro.

SEXTO ENCONTRO DIA 21/ 11/ 2011

A professora foi logo dizendo não dá, eles não querem fazer o teatro de maneira nenhuma. Uma aluna disse para a professora: - A senhora acha que a gente aqui quer trabalhar teatro? (Em tom irônico) Daí os outros alunos seguiram o mesmo pensamento dela.
Perguntamos o que ela percebeu? A professora falou que seus alunos não gostam nem de apresentar trabalho, seminário. E em relação a história escolhida eles não falam a verdade sobre o assassinato.
Bem, nesse dia estávamos tentando nortear uma discussão com Luiza, daí precisamos da ajuda da nossa professora de estágio. Um dos nossos desafios seria através do teatro desenvolver a linguagem oral dos alunos, pois é de extrema relevância que o aluno se expresse bem, pois eles vão precisar numa entrevista de emprego, para conversar com um desconhecido, etc.
Daí ficamos pensando em outra solução para desenvolvermos a linguagem oral dos alunos, pensamos num sarau com o trabalho de cordel, porém este também não estava indo de vento em polpa apesar de nós estagiários também ficarmos dando dicas de como a professora desenvolver melhor a literatura, pois não basta apenas levar literaturas prontas para os mesmos lerem e se inspirarem, dei a dica dela criar juntamente com os alunos um cordel na sala, mostrando para eles que eles podem e tem a capacidade de realizar esse trabalho.
Pensamos em tendas com exposições de temas relacionados à violência que foi o tema que mais eles se interessaram em falar, nesse dia Luiza parecia estar bem cansada e preocupada porque a diretora quer fechar a escola no turno da noite. A partir de então pensei em alguma maneira de fazer com que os alunos reagissem por seus direitos.

A professora da EJA fala da monotonia que é o horário noturno, ela fala que é por conta dos estudantes que não gostam de aulas diferentes, o que eles gostam é de escrever do quadro e isso faz a aula passar rápido, a mesma diz que quando pega o livro eles não gostam e muitas vezes quando não se escreve no quadro os alunos perguntam: -Professora você não vai dar aula hoje não é?

E ela diz: -Mas já estamos em aula.

Percebemos que é muito complicado quebrar condutas de pessoas habituadas a viver assim há anos.

Depois de muita discussão chegamos a uma solução, como a professora já tinha nos convidado para entrarmos em sua sala para constatarmos que eles não queriam de forma alguma realizar o teatro.

Pensamos em entrar em sala para ao menos termos uma conversa com os estudantes e tentarmos fazermos com que todos participassem, a sua maneira de uma discussão relacionada ao tema que eles mais gostaram de debater que foi sobre a violência, a professora aceitou e marcamos o dia para a realização deste trabalho.


SEXTO ENCONTRO 01/12/2011 QUINTA FEIRA

Nesse dia Luiza foi nossa co-autora e nos auxiliou, de inicio não fomos bem aceitas na sala, pois teve logo uma aluna que ficou dizendo que não ficaria ali, que ia embora porque estava com fome. Mas depois de muito conversarmos e pedi a participação de todos para que colaborassem com nosso trabalho eles aceitaram.

Levamos alguns jornais que tratavam de violência, e pedimos a participação de todos para responder a três perguntas:
A primeira pergunta muitos disseram que começa em casa, outros que começa com os políticos.
A segunda pergunta norteou uma ampla discussão, pois os alunos conheciam muitos tipos de violência.
A terceira pergunta já tinha sido respondida, mas quisemos ouvir dos próprios alunos o que eles pensavam, e nessa oportunidade, mais uma vez não deram a educação como solução, daí perguntei se ela seria uma solução, muitos ficaram é, seria, mas alguns estudantes acham que nunca sairemos dessa situação, possuem pensamentos pessimistas, tentei convencê-los que podemos mudar nosso Estado, que ainda temos direitos a nosso favor.
Esse dia foi muito legal, pois nunca tinha entrado em uma sala de adultos, através do diálogo percebi o quanto podemos moldar as pessoas, foi uma experiência muito proveitosa, pois atingimos o objetivo de quebrar um pouco das barreiras orais, porque todos se comunicaram conosco, uns falavam mais, outros bem pouco, mas todos falaram.

SÉTIMO ENCONTRO DIA: 05/12/2011

            Esse foi nosso último dia de estágio, conversamos sobre o que cada um achou dos dias de planejamento, tanto nós estagiários quanto os professores e a coordenadora para a nossa professora avaliar a opinião de todos, por fim tivemos um comes e bebes.

Esse estágio nos proporcionou aprendermos melhor o trabalho de uma coordenadora dentro de um âmbito escolar, bem como tentamos cumprir o papel dela com as professoras no planejamento que foi o participativo.

NOSSA INTERVENÇÃO VISOU O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL QUE FOI UMA DAS GRANDES DIFICULDADES QUE A PROFESSORA NOS APRESENTOU. REALIZAMOS UM TRABALHO EM SALA PARA A MOTIVAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DE TODOS!!! ESSE TRABALHO SURGE DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO, POIS O TEMA ESCOLHIDO FORAM OS PRÓPRIOS ALUNOS QUE GOSTARAM DE DISCUTIR SOBRE A VIOLÊNCIA E ISSO NOS AJUDOU BASTANTE!!! CONFIRAM AS FOTOS!!!






















quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Caracterização da Escola campo de estágio

ANA MARIA LOPES DE MACENA
ATILAS LYRA ALVES
DANIELLE DIAS CAVALCANTE
LORRANY   SANTOS CORREIA
MARCIANE OLIVEIRA CORREIA
RITA DE CÁSSIA BRUNO DA SILVA
SIMONE MARIA DE LIMA

1.   IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
Nome: Escola Estadual de Alagoas

Endereço: Tabuleiro do Martins – Maceió
Direção: M. C. M. e M. F. S.
Coordenadora: M. M. S.

2.   CARACTERIZAÇÃO INSTITUCIONAL
A escola estadual campo de estágio foi instituída em 19 de fevereiro de 1957 e funciona de acordo com o ensino fundamental dos nove anos que vem gradativamente substituindo os anos iniciais (1º ao 5º ano) pelos anos finais do ensino fundamental, e EJA, passando assim os anos iniciais para a Rede Municipal (Conforme a lei n°9394, art. IV e V que estabelecem as diretrizes e bases da educação nacional).
A escola em pesquisa possui no ano atual 968 alunos ao todo, sendo que 358 são crianças que freqüentam os anos iniciais, 407 são jovens que freqüentam as séries finais e 136 que freqüentam o EJA (Educação de Jovens e Adultos).

A escola não oferta uma educação profissional, porém, oferta uma educação especial para a comunidade. Quanto a outros programas não oferta, é organizada em dois semestres anuais. Pela manhã: dás 7 às 11:15 – 3º ao 5º ano (séries iniciais do ensino fundamental); Pela tarde: 13 às 16:20- 6º e 7º ano ( séries finais do ensino fundamental); Pela noite: 19 às 22:00- EJA ( Educação de Jovens e Adultos).

 3. INSTALAÇÕES
A escola possui 12 salas de aulas, sendo que somente 5 funcionam no turno da noite. Há uma sala para a coordenação e para os professores. Além de uma sala de recursos com a presença de uma psicopedagoga e uma professora de educação especial para dar atendimento aos alunos com necessidades especiais.
Possui também uma sala para a direção, uma para a secretária, uma sala de vídeo, uma que segundo o coordenador funciona como espaço para cursos, como o de corte e costura destinado aos alunos e a comunidade. Apresenta um refeitório, uma cozinha (com dois frezeres, um fogão, e uma geladeira) e uma dispensa. Disponibiliza ainda de três bebedouros, dois pátios (sendo um na parte da frente e outro nos fundos). Possui também dois banheiros destinados para os alunos.
Segundo a coordenadora a manutenção e a conservação das instalações físicas são feitas com recursos de dois Outdoors que ficam em frente à escola, nos dias das observações foi constatado que a escola ainda precisa de manutenção na parte de iluminação. Esta escola dispõe de um datashow, mapas, globos, livros didáticos e paradidáticos, jogos, material dourado, entre outros recursos.

4. RECURSOS HUMANOS
A equipe gestora é composta por uma diretora, uma vice- diretora e uma coordenadora no horário noturno, a diretora formada em Letras e possui pós-graduação em Gestão Escolar e experiencia em gestão de 9 anos. A carga horária de trabalho é de 55 horas semanais e quando perguntada se esta carga horária atende a necessidade da escola, a resposta foi positiva.
A vice- diretora é formada em pedagogia, possui 25 horas de trabalho e a mesma diz que essa carga horária não atende a necessidade da escola, porque ela acaba por trabalhar os três horários. Atua na educação pelo Estado há oito anos e na escola há dois anos.
A coordenadora é graduada em pedagogia pelo CESMAC, fez sua pós-graduação em psicopedagogia pela Universidade Federal de Alagoas- UFAL e psicologia da religião pela Faculdade de Recife, cursando uma graduação em Teologia. Possui vinte horas de trabalho pelo município em convênio pelo Estado e é aposentada pelo Estado com quarenta horas. A mesma afirma que sua carga horária atende a necessidade da escola, pois dá assistência a apenas cinco turmas. Em relação a seu tempo de serviço, ela afirma que tem experiencia, em escolas de cajueiro, de dezoito anos com carteira assinada e possui trinta e seis de magistério.

5. GESTÃO ESCOLAR
A escola dispõe de dois únicos recursos financeiros: um é a verba federal do programa da merenda, “O Programa Nacional de Alimentação Escolar” (PNAE).  O outro recurso financeiro que a escola disponibiliza é a do aluguel dos Outdoors, a diretora utiliza esse dinheiro para a compra de materias de uso didático, como: colas, tesouras, emborrachados, cartolinas, entre outros materias. O dinheiro dos Outdoors também é utilizado para conserto da estrutura física do prédio da instituição de ensino, como: pintura, rebouco, entre outros. O sistema de efetuação das despesas e sua forma de controle são utilizados na instituição  através das reuniões do conselho escolar.
Os projetos em andamento no ano de 2011 da escolaforam: projeto Urigame; projeto meio ambiente; projeto de leitura e projeto folclore com a literatura de cordel. A escola também dispõe do “Programa Nacional do Livro Didático” (PNLD).
Segundo a coordenadora o “Conselho de Classe é realizado a partir de uma discussão coletiva dentro da escola oriunda das reuniões mensais, nas quias são apontadas as dificuldades dos alunos, professores e instituição, a fim de melhorá-la. A coordenadora falou também, que na escola existe o Conselho Escolar representado por: pais, estudantes, professores, demais funcionários, membros da comunidade local e a diretora da instituição. Na reunião do “Conselho Escolar” são expostas as prestações de contas das compras dos recursos finaceiros.
A coondenadora nos falou que na instituição não tem Grêmio estudatil, pois não há apoio a proposta. Segundo ela, os alunos utiliza o grêmio para zoar. Na instituição segundo a coordenadora  existe a organização de pais que é realizada através de reuniões para a prestaçãos de contas com a diretora em cada bimestre. Eles se reunem também para analise das notas dos alunos.
A escola tem como proposta pedagógica orientar suas ações em busca da efetivação de seus objetivos, através de um currículo que valorize a interação constante entre seus membros, entre a escola e a família. A família participa de forma efetiva dos diversos momentos da construção do conhecimento e das decisões que definirão os rumos da escola. Contribuindo assim de forma real para a formação da pessoa humana e para mudança da sociedade.
Segundo o Projeto Político Pedagógico da instituição, no momento da construção da proposta pedagógica houve participação de todos os atores envolvidos no processo ensino aprendizagem.
A escola tem como objetivo geral oferecer condições ao aluno de uma aprendizagem voltada às necessidades sócio histórico e cultural, levando-o a ter uma visão crítica para exercer sua cidadania dentro e fora da instituição escolar. Especificamente objetiva aperfeiçoar a gestão da escola; Favorecer a aprendizagem dos alunos, excluindo os fatores que incidem na repetência; Integrar a escola à comunidade através de reuniões sistemáticas onde serão discutidos os problemas, os avanços ou recuos do processo educativo; Assegurar as pessoas com deficiência, transtorno globais de desenvolvimento e Altas Habilidades/ Superlotação a efetivação do direito ao acesso à educação e a oferta do Atendimento Educacional Especializado AEE, criando condições para a plena participação e aprendizagem; Desenvolver coletivamente, as metas estabelecidas no plano de ação da escola; Conhecer e respeitar as atribuições de todos os segmentos da escola proporcionando uma responsabilidade coletiva; Inserir os jovens e adultos de nossa comunidade escolar no processo de desenvolvimento político, social, afetivo e intelectual.
No PPP não é mencionado a temática formação continuada, no entanto a coordenadora da instituição nos informou que para os professores que atuam no turno diurno tem o pro-letramento. Programa federal que discute questões relacionadas as disciplinas de português e matemática. Esta formação ocorre nos seguintes dias da semana: terça-feira e quarta-feira, durante a noite. Apenas uma professora do período noturno consegue acompanhar.
Quanto à prática sócia política educativa pedagógica, atualmente a escola se dedica a um projeto de leitura com foco na literatura de cordel, no PPP há um cronograma de atividades, eventos sociais educativos e culturais como: olimpíadas, oficina de leitura, projetos, feira de conhecimentos, gincana folclórica, palestras educativas, entre outros.

MATRIZ CURRICULAR
Os currículos do ensino fundamental, médio e EJA contemplam a base nacional comum e a parte diversificada prevista na LDB, com componentes curriculares e carga horária diversificada (semanal/anal) claramente definida.
A matriz curricular corresponde às exigências da LDB e vai de acordo com o calendário e a carga horária prevista pela gestão em conjunto com a coordenação. Ao investigar o PPP da escola todos os fatores que envolvem o currículo estão de acordo com a LDB 93,94/96 e com as demais leis existentes.
Matriz curricular da escola:
1.     O ensino religioso é componente curricular optativo para os estudantes (Lei 9475/1997)”;
2.     “a educação física é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao estudante nos tempos do 3º parágrafo do artigo 26 da LDB 93,94/96 (Lei 10.793/2003)”;
3.    “Módulo- aula: 50 minutos.”
O tempo previsto para cada componente curricular claramente definido é seguindo pelos professores. As professoras da EJA conseguem trabalhar sua carga horária normal de 20 horas, e trabalhando todo conteúdo que se pretende no ano letivo, quando entrevistadas elas, deixaram bem claro que a carga horária é de fato comprida. Os problemas encontrados na EJA é a evasão de alunos, que desistem por motivos de trabalho ou por insatisfação de aprendizagem.
O calendário ESCOLAR estabelece inicio e término de cada período letivo, feriado nacional e municipal, período de matricula, período de avaliação e recuperação, reposição de aulas, atividades extras curriculares, eventos e recessos escolar.

Mandala da Rita


Esta mandala foi criada no primeiro dia de estágio supervisionado da primeira etapa, ela faz parte de uma dinâmica realizada em sala, que foi realizada pelas professoras orientadoras deste período. Quando criei esta mandala me encontrava muito feliz, pois havia me reconciliado com uma das minhas melhores amigas de infância e como o objetivo da mandala era de nos expressar através das suas cores e desenho o sentimento do coração, acho que me sair bem.


Mandala da Marciane

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Projeto de Intervenção

ANA MARIA LOPES DE MARCENA
ATILAS LYRA ALVES
DANIELLE DIAS CAVALCANTE
LORRANY   SANTOS CORREIA
MARCIANE OLIVEIRA CORREIA
RITA DE CÁSSIA BRUNO DA SILVA
SIMONE MARIA DE LIMA
CONSTRUINDO E APRENDENDO: UM NOVO OLHAR NA CONSTRUÇÃO DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

1.                JUSTIFICATIVA



O projeto de intervenção: Construindo e Aprendendo: Um novo olhar na construção do planejamento participativo na educação de jovens e adultos é direcionado a todos os alunos/as e educadora da Escola de atuação do Estágio Supervisionado I em Gestão Educacional. Surge após algumas reuniões com a coordenadora pedagógica da Instituição. Neste trabalho apresentaremos uma proposta de intervenção no campo de estágio, como obrigatoriedade da disciplina de estágio supervisionado em gestão escolar, do curso de pedagogia da Universidade Federal de Alagoas - UFAL. Atuaremos intencionalmente em uma instituição localizada no bairro do Tabuleiro dos Martins, na qual discutiremos propostas de intervenção no planejamento participativo.
Auxiliarmos as educadoras da Modalidade da EJA na construção do planejamento participativo a fim de propor  atividades que ajudem no processo de ensino e aprendizagem. Acompanharemos as educadoras levando em conta o seu conhecimento prévio assim construiremos novas perspectivas de aulas através do olhar do estudante da EJA.   
O projeto surge após o entendimento do planejamento participativo como o articulador entre os conhecimentos curriculares e as necessidades socioculturais dos alunos da EJA. Nesse sentido, ele é importante, pois propicia as educadoras formas participativas de construir seus planejamentos tomando como base a realidade social dos alunos.
 Portanto, temos por finalidade oportunizar a esses alunos uma aprendizagem que tenha sentido, significado e parta da realidade sociocultural de cada aluno.
Diante do que nos foi apresentado, decidimos atuar de forma intervencionista para com as propostas apresentadas pela instituição. Uma vez que propiciaremos a interação entre educador e estudante no ideal de aula, em que ambos produzam atividades, dinâmicas e outros exercícios que ajudem na alfabetização desses estudantes. 

1.                PROBLEMA E HIPÓTESE



Como redimensionar o planejamento participativo das educadoras da Educação de Jovens e Adultos - EJA?
            Para realizar o redimensionamento do planejamento participativo é necessário um conhecimento prévio sobre o trabalho desenvolvido em sala de aula. A maioria das escolas apresentam dificuldades na elaboração do seu planejamento, cabendo ao mesmo ser realizado em horários vagos dos educadores.
Nesse sentido, é importante incentivar a realização do planejamento participativo o qual possa auxiliar o professor da EJA a ajudar na aprendizagem do aluno, fazendo com que os próprios alunos interajam em sua aula.

1.                OBJETIVOS


3.1 Objetivo Geral:

Discutir sobre a contribuição do planejamento participativo na melhoria do processo de ensino e aprendizagem na educação de jovens e adultos.

3.2 Objetivos Específicos:


Ø  Orientar os professores da EJA na realização do planejamento participativo;

Ø  Propor uma alternativa de planejamento participativo diferenciada da habitual realizada na escola;

Ø  Possibilitar interação entre gestão, professor e aluno no desenvolvimento da leitura e escrita.

1.                REVISÃO DA LITERATURA



O planejamento participativo tem como concepção atender as necessidades, amenizar ou solucionar problemas, tendo em vista a relação de seus membros veiculados com os interesses de apresentar novas propostas que favoreçam ambas as partes. Segundo Gandin (1994) o planejamento tem um rumo, um horizonte, um lugar de chegada. Trata-se do exemplo das arvores que vão para o sul. Ele destaca a importância de se ter um ideal, um foco, em um conjunto de idéias, no qual os favoreçam. Neste caso as aves têm que resolver seus próprios problemas satisfazendo suas necessidades imediatas.
Partindo do pressuposto de que o ato de planejar tem como base a transformação e a ação, é necessário que se tenha a participação de todos, uma vez que, o planejamento participativo se constitui “numa atividade de trabalho, que se realiza pela integração de todos os setores da atividade humana social, num processo global, para a solução dos problemas comuns” (VIANNA, 1986, p.23).
O que se destaca no planejamento participativo não é só fazer a democratização das decisões que foram estabelecidas, mas para que possa estabelecer as prioridades, para que todas as pessoas envolvidas no processo venham ter voz, fazendo com que assim, encontre soluções para um bem comum.  O planejamento participativo é muito rico, uma vez que, faz permitir uma coordenação de pensamentos, de idéias, faz com que haja o compartilhamento das expectativas, das perspectivas e principalmente das ações. Possibilita também, a comunicação entre todos que fazem parte do processo.
Esse tipo de planejamento faz com que os indivíduos envolvidos participem de três maneiras: a primeira é a colaboração, os sujeitos se esforçam mais, trabalham com vontade, sabendo que fez algo para ajudar. A segunda forma é no momento da tomada de decisão, pois com a colaboração de outros é possível observar vários caminhos diferenciados para a solução de determinado problema. E por ultimo, a construção em conjunto, nessa parte, é muito importante que todos estejam unidos, tendo como objetivo encontrar soluções para resolver ou minimizar alguns problemas pertinentes.

Para Xavier (2000) apud Klosouski (2007), o planejamento na educação é entendido em dois níveis, são eles: macro relacionado ao sistema em nível nacional estabelecido pelo governo. Nesse caso o planejamento está envolvido diretamente com as políticas públicas em nível Federal, Estadual e Municipal. No mesmo espaço estão as Secretarias, Ministério, os Conselhos de Educação e o Plano de Governo. E existem muitos pensadores a exemplo de Pedro Demo, que em suas pesquisas propõe planos estratégicos e táticos e operacionais. Podemos destacar a segunda vertente do planejamento a nível macro, que é o acadêmico; feito não só de objetivos, mas, dispõe também pela estrutura de discurso que utiliza.
A segunda acepção de planejamento participativo é o nível micro, que também se divide em dois enforques: vertente técnica e a participativa, denominada também de critica; que ocupam o espaço no planejamento e na avaliação ligados a escola, principalmente em sala de aula. 
Nesta perspectiva planejamento participativo atinge os níveis escolares e a sociedade. Pois tratasse de um processo continuo de trabalho para atender as necessidades no âmbito individual e coletivo. Atendendo aspectos econômico, sociais e políticos.   Segundo Libâno (1992, p. 221) apud Klosouski (2007) Planejamento Escolar “é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social” .

1.                PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS



Acontecerá no período de agosto à dezembro de 2011 no turno da noite durante dois dias na semana, de modo que os estagiários se dividirão em dois grupos e se alternarão durante esse dias permitindo que todos possam trabalhar coletivamente.
O planejamento e o desenvolvimento das atividades acontecerão ao longo do projeto, pois trata-se do levantamento dos subsídios teóricos e metodológicos que utilizaremos no desenvolvimento das atividades, dentre eles: apresentações de vídeos, dinâmicas, estudo de textos, debates  e construção de planos de aula participativas.
Por fim faremos a Avaliação que será realizada de duas maneiras, a primeira delas processual, ou seja, ao longo do desenvolver do projeto e a segunda ao término do mesmo, na qual o grupo fará uma auto-avaliação dos aprendizados alcançados pelas educadoras. Observaremos na auto-avaliação a contribuição dessa experiência na nossa formação, bem como analisaremos os aspectos alcançados e aqueles que precisam ser revistos.
Finalizaremos nossas intervenções com o Sarau, na qual haverá a apresentação de contagem de histórias e declamação de poesias envolvendo toda a escola a fim de nos despedimos de toda a equipe que nos acolheu durante essa jornada de suma importância para nossa formação.

REFERÊNCIAS


DANILO, Gandin. A prática do planejamento participativo: na educação e em outras instituições, grupos e movimentos dos campos cultural, social, político, religioso e governamental.- 12 ed. Petrópolis, RJ. Vozes, 1994
VIANNA, Ilca Oliveira de Almeida. Planejamento participativo na escola. São Paulo: E. P. U., 1986.
KLOSOUSKI, Simone Scorsim. Planejamento de ensino como ferramenta básica do processo ensino-aprendizagem. Unicentro – Revista Eletrônica Ed. 5 2008, Ed. Cortez SP. acessado em 30 de set. 2009 disponível em: <http://web03.unicentro.br/especializacao/Revista_Pos/P%C3%A1ginas/5%20Edi%C3%A7%C3%A3o/Humanas/PDF/7-Ed5_CH-Plane.pdf>

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Relatório de Estágio Supervisionado em Gestão Educacional I por: Atilas Lyra

No primeiro dia do estágio intervencionista do grupo 2.
Professora A da primeira Etapa da EJA
Inicialmente, tivemos uma mudança de objetivo no cronograma, e também uma dificuldade no horário que se alterou no dia. A intervenção se deu no dia 13 de outubro de 2011 antes da hora combinada. O caso é que a professora B (professora de Educação Física) não estava comparecendo em seu horário normal. Isso fez com que se nosso horário fosse mais cedo, já que segundo a coordenação a professora B é monitora. Por ser monitora não tem um planejamento trabalhado com a coordenação, porém ela repassa a proposta que pretende trabalha. Ainda nesse caso, sua função é de auxiliar as professoras da EJA, quando não estão em sala de aula.  
No dialogo com a professora A, destacamos alguns pontos interessantes. Um deles o fato dele ser substituta da primeira etapa da EJA. Segundo ela estava com dificuldades para lecionar, devido uma rejeição dos alunos, por conta do laço afetivos que eles tinham com a outra professora, afastada por problemas de saúde. Isso foi confirmado com a coordenadora.  Com os rumos do cronograma alterados subitamente por nossa supervisora; o objetivo era colher dados de como a professora A planejava suas aulas.
Na visão da professora o ato de planeja é PRIMORDIAL, ele deve ser pensado primeiro. Pois sem isso o professor não tem como se orienta em uma sala de aula. Ela destacou também, a FLEXIBILIDADE do planejamento; neste caso ficou bem claro para nós que: “nem sempre o que planejamos da certo. Às vezes os alunos se distraíam com outras coisas. E você tem que está preparada para surpresas, ser flexível para certos momentos, em que a aula não vai da forma que você preparou”.  Ele também deve ser RENOVADO (trazendo novas idéias). Segundo ela, “é o norteamento das aulas”. Seu atual trabalho com os alunos é na apresentação 1º contextualização.
Professora B Educação Física (monitora)
Na segunda entrevista a nossa dificuldade foi com a pessoa da professora e com os recursos que ela trabalha. Por ser monitora não á um tempo certo com a coordenação para se planejar as aulas. Sues recursos são baseados em pesquisas pessoais, por conta própria, que visa trabalha a parte teórica (isso ocorre devido à faixa etária dos alunos, em sua maioria mais de 50 anos) focando a qualidade de vida.
Ela trabalha com alunos de 3º anos do ensino normal e da EJA nas 1º e 2º etapa. Seu papel é auxilia e da continuidade a formação que se tem com as outras professoras.
Essas foram às primeiras impressões do Estágio, espero que fique cada dia mais agradável.

Segundo dia de estágio foi muito produtivo. Apresentamos uns slides que tratavam da exploração infantil, os slides contam a estória de Rosa, e isso foi muito interessante ver como a professora buscava entender como aquilo poderia ser representado. Por que a professora A achou que a imagens apresentadas se tratava de algo relacionado ao planejamento. A meu ver foi isso que ela me passou.
A proposta foi mostra imagens que desenvolvesse uma construção de idéias por antecipação, sem que a verdadeira estória fosse contada. Foi produtiva e ao mesmo tempo ficava com expectativa de que ela percebe-se do que tratava aquilo. Após a apresentação das imagens vêm suas conclusões. A proposta que foi feita a professora A está ligada a discutição em sala, bem como a elaboração de um trabalho que visa apoiar o conhecimento previu dos alunos.
Primeira visão da professora: na sua conclusão a estória trata de planejamento, trabalho em conjunto.
Segunda visão após ser mostrada a verdadeira estória:
A falta de necessidade humana é muito grande. E a uma falta de força para muda a realidade mostrada.
Como educadora:
Ela destaca que “falta um sentimento de inocência nas pessoas, nas crianças” (o não acreditar nas pessoas) “o autor passa o amor, apelo pela vida” – professora A.
O estrangeiro: “...ele não era um ser humano. Aquilo que você, não quer para você não se deseja para os outros” Professora A. ela também ressalta como essa violência poderia ser tratada no país. Com leis que de fato faça a diferença. “talvez uma lei possa fazer a diferença” Professora A.
Quando perguntada se apresentaria um trabalho como esse a seus alunos ela diz “sim! eu encarnaria. Por que justifica a busca de uma vida melhor (para sair da exploração infantil). Com a proposta de um trabalho que trata da realidade dos alunos e traga apara sala de aula um debate que vai além da discutição, de atividades que trabalhem o a alfabetização dos alunos da EJA.
Seus alunos passam por essa realidade?
“Sim! Eles justificam isto, a casos em que fazem por querem e outras por falta de estrutura” - Professora A.
Atividade proposta:
Uma apresentação oralmente, com posicionamento e a criação de cartazes que tratem do assunto exploração infantil e outros que os alunos tragam de sua realidade.
Em fim foi muito bom a discutição melhor que o esperado. A professora foi muita paciente e fez questão de permite uma gravação. Agradeço pela autorização. E até o próximo encontro.
Com as atuais mudanças por conta da ausência da professora que estávamos auxiliando, os rumos mudaram e o planejamento ficou para a outra metade do grupo de segunda-feira. Mas isso não é problema. Agora a coordenadora, se ofereceu para participar do estágio e isso fez com que nosso trabalho focasse o TO em conjunto com o grupo de segunda-feira. Vamos que vamos!  Agora para produzir um excelente trabalho.  
Após um dia sem ir ao estágio por conta do feriado! Tivemos uma reunião com a professora e acessos a mais informações para complementar nosso trabalho. Isso se deu na ultima quinta-feira, na segunda-feira do dia 7 de novembro nós trabalhamos com a coordenadora com dinâmicas do TO e discutimos como propor uma atividade que envolva a todos da sala de aula. A proposta ficou e com “bons fluidos”. Agora estamos a caminho de um teatro que de fato faça a diferença. Otimismo irmãos que esse trabalho está valendo à pena!


Na quinta-feira do dia 10 de novembro, nosso trabalho foi bem recebido pelos alunos da EJA primeira etapa. Os alunos foram bastante receptivos e atenciosos com eu e Lorrany. A conversamos bastante e muitos deles foram bastante legais. Comentamos sobre o TO e  explicamos sobre Paulo Freire e a pedagogia do oprimido, também explicamos o conceito de Opressor e Oprimido. No inicio eles não entenderam mais logo ficou bem claro.  No decorrer da noite trabalhamos uma dinâmica em que os alunos se submetem a serem Opressor e Oprimido. Foi interessante ver eles tentarem segui o que se pretendia, logo em seguida uns comentaram ser engraçado a dinâmica, e ficaram constrangidos. Não questionamos nada ainda pois só trabalhamos com eles na primeira metade da aula já que a coordenação estava com uma proposta de alfabetizá-los no segundo momento. E assim com um otimismo estamos confiantes para que o teatro der certo. Já temos a história que será encenada.

Observação do dia 17
Nesse dia houve uma frustração por parte doa alunos, muitos não aceitaram o TO, e se impuseram a fazer parte da peça. Uma de nossas colegas Lorrany(que falou muito e ficou com a garganta seca e mesmo assim foi muito questionada pelos alunos)  convenceu poucos pois os demais sempre encontravam meios de discordar do que tínhamos proposto  para a turma. Até então dissemos que todas as turmas participariam, pois foi combinado que as demais turmas estariam com alguns dos estagiários em sala trabalhando o TO. No momento nossa equipe está dividida e sem um apoio dos demais. Houve rupturas na equipe. Seguindo o que foi planejado estaremos nas quintas-feiras trabalhando o TO, mas sei que muitos não iram para sala de aula, pois como a coordenação disse antes. “que os alunos da EJA não gostam de projetos, mas de aulas com conteúdos uma vez que eles visão aprender a ler e escrever” ou seja para eles isso é mais importante, já que visão uma melhora no trabalho. Os estudos para eles devem ser algo de imediato para resolver seus problemas.
Nosso trabalho antes era de planejar aulas em que os alunos aprendessem e participassem sem problemas, mas como tivemos problemas com a falta de professora, perdemos o nosso propósito inicial. Agora só nos resta reza para que ao menos algo para nosso grupo der certo.  
Últimos dias de Estágio
Nos dias 28 de novembro a 1 de dezembro  fizemos dinâmicas e trabalhamos com os alunos da EJA da primeira a terceira etapa. Foi trabalhado o TO com os alunos e o uso da oralidade foi proposto, porém tivemos dificuldades em relações pessoais dos alunos. Logo resolvemos os conflitos e foram propostas novas idéias e sugestões de histórias reais de cada aluno. Discutimos e ensaiamos como foi o fato ocorrido. Isso durou muito pouco para nós, porém tivemos vínculos afetivos com alguns alunos ao ponto de conversa sobre suas vidas e como eles são no dia-a-dia. Nos dias de estágio no qual trabalhamos o TO foi gratificante e engraçado, tivemos conflitos como em qualquer lugar na sociedade, mas, vivemos momentos exclusivos de nossas vidas em estágio.
Anteriormente, eu tinha gueixas e estava extremamente exaltado com fatos interpessoais, mas nunca parei de pensar positivamente; afinal tudo tem que ter seu lado bom. E foi uma experiência que mostrou meus limites e reações que muitas às vezes ficam escondidas a espera de surgir. Foi um estágio interessante, gratificante por parte dos colegas e da nossa orientadora de estágio. Como também foi muito acolhedor, isso se deve pelo fato da coordenação ter sido realmente uma amiga para nossa equipe, sempre nos ajudando.
No dia 01 de dezembro não houve um dia comum de estágio os alunos que trabalhávamos o TO faltaram, um caso comum na EJA. Na semana seguinte o ultimo dia de estágio reunimos todos os estagiários e a nossa orientadora, bem como as professoras da EJA e a coordenação. Dialogamos as relações de aprendizado e como foi vivencia essas relações. Confesso que independente dos conflitos o estágio favoreceu uma maior visão da coordenação e de como a gestão é uma função de desafios e conflitos extremos e delicados bem como a coordenação é um membro muito importante para que o trabalho entre gestão e professor seja trabalhado. Pude ver também trabalhos árduos da coordenação em todos os horários, uma vez que eu fui o único que frequentou os três horários com mais disponibilidade. Não é fácil ser um gestor e também não é fácil ser coordenador, o trabalho deve ser em conjunto e parceria com professores e alunos dessa forma pode trabalha para melhorar as relações na educação e o aprendizado de todos. 
Hoje posso dizer que tenho coragem de fazer parte de uma gestão, sei que o trabalho não é fácil, mas não é impossível. Três coisas eu aprende nesse estágio: PERSEVERANÇA, DIALOGO e PACIÊNCIA. Bem que o futuro revele para nós uma educação onde a democracia seja uma característica natural da ordem que permeia a educação de nosso estado.

Att: Atilias Lyra Estudante de Pedagogia 6º Período